AS PRÃTICAS PROFISSIONAIS NA CRIAÇÃO DE ZONAS DE INTERFACE ENTRE PSICOLOGIAS E DIREITO NAS REDES DE ASSISTÊNCIA: UM CASO CLÃNICO
Paula Land Curi, Cristal O. Moniz de Aragão
Resumo
Atualmente, não há como negar, que o conhecimento se constrói na interface e articulação de diversos saberes e segmentos. Fronteiras bem delimitadas de competências, por vezes apesar de necessárias, são capazes de restringir a compreensão dos complexos processos nos quais os sujeitos humanos se inserem. Eles transbordam a concepção de pessoa e de indivíduo demandando dos profissionais novos posicionamentos assim como novas formas de intervir. Para isto, devemos estar atentos à s relações que constroem e naturalizam formas de ser, estar, e se comportar na sociedade, que por vezes aprisionam sujeitos, enredando-os em redes que atuam muitas vezes eficazmente como apoio social, como também reforçam atitudes em contramão com o bem estar de sujeitos e das organizações sociais, grandes problemas.Na pesquisa além das discussões sobre as questões clínicas enfrentadas, buscamos trazer alguns aspectos da atuação dos psicólogos como categoria na formulação de estratégias como políticas públicas no enfrentamento das questões de saúde mental a partir de uma perspectiva ampliada na atenção básica ao sujeito. A fim de apontar questões fundamentais no exercício da atividade do psicólogo, buscamos inserir e entender as dimensões sociais que permeiam seu trabalho, bem como as interações com outros profissionais. A integração da equipe de saúde formada por diferentes profissionais ganha força quando entra em contato com operadores do direito e da polícia, na medida em que consegue oferecer uma atenção mais integral e de solução mais satisfatória no caminho do bem estar da sociedade e do indivíduo, que se materializa como um dos objetivos do trabalho dos psicólogos.Importante ressaltar ainda o compromisso social do psicólogo, no oferecer dos aparatos da psicologia para todos e uma visão integral do sujeitos, com suas questões contextualizadas, sem perder também o foco no sujeito e seu sofrimento.
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ISSN 2179-1554