REVISTA DE TRABALHOS ACADÊMICOS – UNIVERSO BELO HORIZONTE, Vol. 1, No 8 (2023)

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UMA ABORDAGEM SOBRE O DIAGNÓSTICO NA ORTODONTIA

Isabela Brandão Magalhães, Andreia de Carvalho Knipp, Admilson Silveirio da Silva, Jordana Gabriella Silva Barros, Jorgielle dos Santos

Resumo


 

UMA ABORDAGEM SOBRE O DIAGNÓSTICO NA ORTODONTIA

 

Admilson Silverio da Silva[1]

Andreia Knipp[2]

Jordanna Gabriella Silva Barros[3]

Jorgielle dos Santos[4]

 

 

A ortodontia é uma área da odontologia que proporciona múltiplos benefícios, estéticos e funcionais. Tais benefícios são oriundos do tratamento clínico do posicionamento dos elementos corrigindo más oclusões.  Essa área favorece de maneira geral a melhora na saúde bucal em reflexo ao decréscimo da cárie dentária e a doença periodontal, maior consciência e expectativa com relação à saúde bucal, com isso apresentam condições de ampliar a oferta de seus serviços, podendo estender a atenção para as anomalias oclusais (MINISTERIO DA SAÚDE, 2004).

Assim, é possível diagnosticar, prevenir e tratar problemas ortodônticos, através da realização de uma avaliação detalhada, no qual são analisados determinados aspectos bucais do paciente tais como: bases ósseas, posições dentárias, linhas e medidas faciais (MACEDO, 2012). Desse modo, compreender e abranger os conhecimentos nessa área, proporcionará ao paciente um tratamento ortodôntico eficaz, de boa qualidade e sem prescrição desnecessária de métodos não associados à peculiaridade de cada caso.

Segundo Pattanaik (2019) com o aprimoramento das ferramentas diagnósticas ficou mais fácil para o ortodontista adotar um conjunto de diversas técnicas com o intuito de prevenir más oclusões, inibindo a progressão das desarmonias dentárias, esqueléticas e funcionais.  Para um diagnóstico assertivo e otimização do tratamento ortodôntico é essencial que este seja baseado na coleta de informações a respeito da história do caso, exame clínico, modelos de estudo, radiografias e fotografias (GRABER, 1972). Tais dados a serem coletados devem ter três origens:

•         Anamnese/Histórico do paciente e familiar – devem constar o histórico familiar e histórico do paciente e antecedentes médicos e dentais.

•         Exame Clínico – são avaliados e documentados a estética facial.

•         Avaliação dos registros de diagnósticos – são avaliados os diversos modelos incluindo o de gesso, virtuais de imagens e análises tridimensionais, abrangem fotografias, modelos, tomografias, radiografias e imagens.

 

Apesar da falta de consenso de diversos estudiosos da área, é possível encontrar na literatura contemporânea, pesquisas, opiniões e experiências clínicas relacionadas ao tratamento precoce de más oclusões revelando as vantagens da abordagem preventiva, no qual prevê a necessidade de tratamento precoce e da interceptiva no qual evita quaisquer outras irregularidades no desenvolvimento dentário do paciente ao longo de sua vida evitando uma possível oclusopatia (SOUSA et al., 2014).

Por isso é muito importante ao longo do tratamento e durante o crescimento e desenvolvimento crânio-facial do paciente, o diagnóstico prematuro de qualquer má oclusão dentária, mau posicionamento dos dentes além de interceptar e reconhecer qualquer fragmento anormal existente nos ossos da maxila e mandíbula. A intervenção em pacientes infantis ou em fase pré-puberal de crescimento é recomendada, pois produz correções favoráveis tanto na maxila quanto na mandíbula.  Tais intervenções devem zelar pela saúde do paciente, trazendo as melhores alternativas para contemplar os melhores benefícios funcionais, estéticos e psicossociais (SURESH et al, 2015).

Portanto, o diagnóstico tem papel fundamental nos tratamentos ortodônticos e que quando possuem uma abordagem preventiva se mostram bem-sucedidos e permitem a eliminação de alguns fatores etiológicos das más oclusões, inibindo a progressão das desarmonias dentárias, esqueléticas e funcionais, diminuindo a duração de tratamentos ortodônticos mais complexos a partir de então.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

MACEDO, A.; CASTRO, A.; FARIAS, A.; PEREIRA, H. Os benefícios da ortodontia preventiva e Interceptativa. Rev. Extensão & Sociedade, v. 1, n. 4, 13 mar. 2012.

 

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diretrizes da política nacional de saúde bucal. Brasília: Ministério da Saúde; 2004.

 

GRABER, T. M. Orthodontics. Principles and practice. 3Ed. W. B. Saunders Company. Philadelphia,1972.

 

SOUSA, R.V; CLEMENTINO, M.A; GOMES, M.C. et al. A má oclusão e qualidade de vida em crianças pré-escolares brasileiros. European Journal of Oral Science, v.122, n.3, p.223-9, 2014.

SURESH M, RATNADITYA A, KATTIMANI VS ET AL. One Phase versus Two Phase Treatment in Mixed Dentition: A Critical Review. J Int Oral Health. 2015;7(8):144-147

 


[1] Discente do Curso de Odontologia da Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO

[2] Discente do Curso de Odontologia da Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO

[3] Discente do Curso de Odontologia da Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO

[4] Discente do Curso de Odontologia da Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO

 


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ISSN 2179-1589

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